Mau tempo, inundações e tempestades: o que cobre o seguro?

Os danos causados pelas tempestades trazem prejuízos e preocupações. Percebe em casos poderás ativar o teu seguro da casa. Fonte: Idealista News

Os últimos dias têm sido marcados pelo mau tempo, com a ocorrência de chuvas intensas registadas em todo o país. As catástrofes naturais são cada vez mais frequentes, especialmente tempestades ou inundações, que deixam marcas e muitas pessoas perdem bens que foram adquiridos com muito esforço. Os prejuízos são muitos nestas alturas e as preocupações aumentam.

Neste artigo, ajudamos-te a perceber qual o melhor seguro e em que casos poderás ativar a apólice do teu seguro de habitação.

  1. O que é um seguro habitação?
  2. Seguro de habitação de incêndio, queda de raio ou explosão
  3. Seguro multirriscos de habitação com cobertura: tempestades, inundações, demolição e remoção de escombros e abalo de terras
    1. Posso ativar o seguro da casa com cobertura de inundações ou para danos que resultem de chuvas intensas?
  4. Seguro habitação contra fenómenos sísmicos
  5. Seguro de privação temporária do uso da habitação
  6. O seguro de cobertura de tempestades, o que inclui?
  7. Crédito habitação: como atuar em caso de sinistro?
  8. Seguro multirriscos de habitação: que informações pedir e analisar antes de escolher um?
Crédito habitação: como atuar em caso de sinistro?

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O que é um seguro habitação?

De uma perspetiva geral, um seguro habitação tem como objetivo salvaguardar um imóvel face a danos que lhe sejam causados. Mas é importante ter em conta os tipos de seguro que existem e os danos que cobrem na altura da contratação.

Quando contratares um seguro para a casa deves ter em conta que tipos de coberturas pretendes, se queres apenas proteger a estrutura da casa como paredes, ou se também queres adicionar uma proteção que inclua os danos causados no recheio da casa.

Seguro de habitação de incêndio, queda de raio ou explosão

No caso da ocorrência destes fenómenos, receberás uma indemnização pelos danos causados, sendo que esta cobertura faz parte da base de todas as apólices. A lei exige um seguro para cobrir o risco de incêndio da habitação, no caso de viver em condomínio, e, para o carro, um seguro de responsabilidade civil de 7 750 000 euros para danos a terceiros (artigo 149.º do DL n.º 72/2008, de 16 de Abril).

No entanto, é também aconselhável contratar uma apólice que inclua a cobertura de danos por água para cobrir os danos com rutura, entupimento ou transbordo da canalização ou esgotos. Em algumas apólices, a pesquisa e reparação de avarias está incluída de base, noutras, deve ser contratada à parte.

Posso ativar o seguro da casa com cobertura de inundações ou para danos que resultem de chuvas intensas?

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Seguro multirriscos de habitação com cobertura: tempestades, inundações, demolição e remoção de escombros e abalo de terras

De forma a protegeres-te das consequências de desastres naturais, é necessário contratar um seguro de habitação que inclua as coberturas de “tempestades”, “inundações”, “aluimento de terras” e “demolição e remoção de escombros”. Estas coberturas estão, geralmente, incluídas nas coberturas de base das apólices de habitação multirriscos.

Posso ativar o seguro da casa com cobertura de inundações ou para danos que resultem de chuvas intensas?

Sim, podes ativar o seguro de habitação que cobre inundações incluindo também os danos causados pelo transbordamento do leito de cursos de água ou o rebentamento de barragens, desde que estas atinjam, no mínimo, um nível de mais 10 milímetros no espaço de 10 minutos. Estragos em dispositivos de proteção e causados pela ação do mar estão excluídos

Seguro habitação contra fenómenos sísmicos

Esta é uma cobertura facultativa, no seguro da casa, contudo pode ser fundamental porque garante o pagamento de uma indemnização caso se verifiquem danos: causados por erupções vulcânicas, tremores de terra ou tsunamis. Porém, em caso de imóveis antigos ou situados em zonas de risco elevado, como o Algarve ou os Açores, poderá ser difícil adquirir esta cobertura.

Seguro de privação temporária do uso da habitação

Em caso de ser registado um acidente que esteja coberto pela tua apólice de seguro de habitação, na qual deixe a casa inabitável, esta cobertura garante-te a atribuição de alojamento alternativo durante o período necessário de reparação do imóvel, além do transporte dos seus bens e respetivo armazenamento.

Em caso de danos após “furto ou roubo”, é frequente ficarem cobertos os danos causados no edifício, mesmo quando se contrata apenas a cobertura para o recheio. Os danos causados a terceiros são cobertos ao abrigo da “responsabilidade civil”.

O seguro de cobertura de tempestades, o que inclui?

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O seguro de cobertura de tempestades, o que inclui?

A cobertura deste seguro de habitação, poderá variar consoante as características da tua apólice, porém a seguradora deverá pagar os estragos causados por ventos fortes, cuja velocidade seja superior a 90 ou 100km/h, além dos danos causados em edifícios sólidos que se situem num raio de 5km do imóvel.

Contudo, não abrange danos causados sobre persianas, marquises, portões ou vedações, apenas se o edifício ficar totalmente destruído.

Crédito habitação: como atuar em caso de sinistro?

Em primeiro lugar, deves de contactar de imediato a seguradora e reunir provas do sinistro (fotos, vídeos, nomes e contactos de testemunhas). Deves, também, conservar os objetos e os bens que ficaram danificados.

As faturas de reparações urgentes pós-sinistro, devem ser guardadas para serem posteriormente, remetidas à seguradora.

Seguro de habitação: que informações pedir e analisar antes de escolher um?

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Seguro multirriscos de habitação: que informações pedir e analisar antes de escolher um?

Antes de contratar um seguro de habitação, deves solicitar ao segurador a seguinte informação:

  • Os riscos que estão cobertos e os que estão excluídos;
  • As coberturas facultativas;
  • As opções quanto às franquias e o seu impacto no preço do seguro;
  • Outros fatores que afetem o preço do seguro (por exemplo, dispor de um sistema de proteção contra roubo ou de meios de combate a incêndios);
  • Os critérios utilizados pelo segurador para determinar o valor das indemnizações.

Crédito habitação sem vinculação: quais as vantagens e desvantagens

Contratar um empréstimo da casa sem produtos associados permite ter mais liberdade de escolha. Mas pode sair mais caro. Fonte: Idealista News

Quando uma família está a procurar um crédito habitação para comprar casa é muito comum encontrar empréstimos que oferecem condições mais vantajosas, se forem contratados em conjunto com outros produtos bancários. É o que se costuma chamar de hipotecas vinculadas. Embora os bancos em Portugal não possam obrigar os clientes a contratar ‘extras’ para conceder o empréstimo, é muito comum reduzirem o spread como “bónus”. Mas será melhor contratar um crédito habitação com ou sem vinculação? Explicamos neste artigo.
Contratar um crédito habitação com um spread contratualizado mais baixo pode ser apetecível para as famílias, já que, muitas vezes, acaba por reduzir o valor das despesas com o empréstimo. Mas nada é de graça: os bancos só concedem spreads mais baixos, se as famílias contratualizarem outros produtos bancários, como cartões de crédito e seguros.
Neste artigo, explicamos quais são as vantagens e desvantagens das hipotecas sem vinculações e o que deves ter em conta antes de tomar a decisão:
O que é uma hipoteca não vinculada?
Quando se fala em crédito habitação sem vínculos, significa que o empréstimo não tem outros produtos bancários associados. Ou seja, estas hipotecas são contratadas com spread base, que é mais caro que o spread contratado, tal como explicamos aqui.
Que produtos podem ser associados a um crédito habitação?
Os produtos associados ao crédito habitação são muito variados. Em suma, são produtos que o banco comercializa juntamente com o empréstimo habitação e que, caso sejam contratados, fazem com que o banco melhore as condições em que o empréstimo é concedido. Por exemplo, através de uma redução na taxa de juro, por via da descida do spread.
Recorde-se que, no caso dos créditos habitação de taxa variável, a taxa de juro aplicada – a denominada Taxa Anual Nominal (TAN) – resulta da soma do spread (lucro do banco) com a taxa Euribor contratada.
Estes são alguns produtos bancários associados aos créditos habitação que permitem reduzir o spread e, por conseguinte, a taxa de juro:
Conta corrente (ou conta de qualquer outro tipo);
Domiciliação do salário;
Cartão de crédito ou débito;
Plano de pensões;
Seguro de vida;
Seguro residencial;
Seguro de proteção de pagamento: é ativado quando o credor hipotecário perde o emprego, por exemplo.






Spread no crédito habitação

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Como encontrar créditos habitação sem produtos adicionais?
Encontrar uma hipoteca sem vínculos é mais fácil do que possa parecer. Basta dizer aos bancos que pretendes conhecer as ofertas de crédito habitação sem produtos associados e eles apresentar-te-ão as condições. Recorda-te que os bancos não podem deixar de conceder um empréstimo da casa se resolveres não contratar produtos adicionais.
Vantagens do crédito habitação sem produtos associados
Há vantagens em contratar um crédito habitação sem produtos associados, como:
Evitam adquirir mais obrigações de pagamento com o banco;
É possível procurar outras entidades ou empresas que nos ofereçam os mesmos serviços (produtos associados) a preços mais baratos;
Evitamos produtos associados que não precisamos ou não vamos usar, representando assim um gasto adicional desnecessário. Graças à hipoteca sem vínculos é possível evitar estas despesas extra.
Desvantagens das hipotecas sem produtos associados
Embora as hipotecas que não tem produtos associados também têm desvantagens que importa conhecer antes de tomar a decisão de contratar um crédito habitação vinculado ou não. As principais desvantagens das hipotecas sem vínculos são:
Poderá se acabar por pagar mais dinheiro se se contratar os produtos associados a diferentes entidades em vez de aproveitar a oportunidade de contratá-los junto com o crédito habitação;
Ao não contratar os produtos associados, as condições de contratação do crédito habitação podem variar, levando-nos a pagar mais dinheiro pelo empréstimo em forma de juros (por via do spread), uma vez será aplicado o spread base que geralmente é superior ao spread contratualizado.
Antes de escolher o tipo de crédito habitação que pretendes contratar (com ou sem vinculações), o melhor mesmo é comparar diferentes ofertas e avaliar bem as suas vantagens e desvantagens. Depois, é importante analisar o conjunto de empréstimos habitação que realmente te oferecem condições que te interessam e que se adaptam perfeitamente às tuas preferências e necessidades enquanto cliente.

Subida dos juros da casa: quando procurar um intermediário de crédito?

Famílias que sintam os orçamentos apertados, devido à subida das prestações da casa, devem pedir ajuda. Importa saber a quem. Fonte: Idealista News

À medida que as prestações da casa vão sendo atualizadas com as novas taxas Euribor, as famílias vão sentindo os efeitos da subida dos juros nos seus orçamentos – que já estão apertados com a alta inflação. E quem vai sentir mais o seu impacto vão ser os mutuários que contrataram empréstimos recentemente, já que os juros têm maior peso na prestação da casa. Para evitar o aumento de situações de incumprimento bancário, o Governo desenhou um diploma que define novas regras para renegociar o crédito habitação, que já está em vigor. Mas quando é que as famílias devem contactar os bancos? E em que situações pode ser mais vantajoso recorrer a um intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal (BdP)? Explicamos tudo neste artigo.

Foi no passado dia 25 de novembro que foi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 80-A/2022, que estabelece novas regras para renegociar os créditos habitação. Este diploma define um conjunto de medidas, nas quais os bancos estão obrigados em criar uma rotina de avaliação da taxa de esforço dos clientes e apresentar propostas no sentido de baixar a prestação da casa. Aliás, desde a data de entrada em vigor do novo decreto-lei, os bancos têm 45 dias para fazer a primeira avaliação das taxas de esforço e identificar os casos em que podem ser aplicadas as novas regras. Mas como é necessário ter os rendimentos mensais das famílias atualizados para calcular as taxas de esforço – uma informação que depende da colaboração dos mutuários -, as entidades bancárias anteveem dificuldades em apurar os casos em que o diploma será aplicado em 45 dias.

O que o diploma também diz é que “a iniciativa de avaliação das condições do crédito pode também partir dos clientes. Se sentirem dificuldade no cumprimento das obrigações que decorram de contratos de crédito à habitação, os clientes podem contactar os bancos e pedir para ver a sua situação financeira avaliada”, lê-se nos esclarecimentos do Governo sobre esta matéria.  

Há que ter em conta ainda que estas novas regras de renegociação do crédito habitação só abrangem os empréstimos de taxa variável para a compra de habitação própria e permanente até 300 mil euros, e cuja “taxa de esforço atinja patamares significativos”, como 36% ou 50%. Todos os outros créditos habitação podem ser renegociados, mas segundo o Plano de Acção para o Risco de Incumprimento (PARI).

Procurar intermediário de crédito habitação

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Onde pedir aconselhamento sobre crédito habitação?

As famílias que sentem dificuldade em pagar as prestações da casa devido à subida de juros podem recorrer à Rede de Apoio ao Cliente Bancário (RACE), que conta com 20 centros de norte a sul do país. “Esta rede é composta por entidades que têm como missão informar, aconselhar e acompanhar clientes bancários que se encontrem em risco de incumprimento ou que já tenham prestações em atraso”, explica o BdP no seu website oficial.

De forma gratuita, estas entidades prestam informação e serviço de acompanhamento dos clientes na negociação com as instituições financeiras. E a verdade é que o número de pedidos de ajuda tem vindo a aumentar, tendo a Direcção-Geral do Consumidor contabilizado 1.783 contactos de devedores com dificuldades em pagar créditos entre janeiro e setembro, altura em que os juros no crédito habitação começaram a subir à boleia da Euribor e a inflação começou a escalar.

Quando é que as famílias devem recorrer aos bancos para renegociar o crédito habitação?

Sempre que as famílias sintam dificuldade em pagar as prestações da casa devem contactar as entidades bancárias que lhes concederam os empréstimos habitação. Aqui os bancos vão reunir a informações necessárias para calcular a taxa de esforço, nomeadamente os rendimentos mensais dos clientes e o montante da prestação mensal do crédito habitação, somado às prestações de todos os outros empréstimos que possam existir.

Avaliada a situação do cliente em particular, os bancos logo verão se o caso se encaixa ou não nas novas regras de renegociação do crédito habitação ou se poderão recorrer às regras gerais do PARI, de forma a baixar a prestação da casa.

De notar ainda que se uma família já possui prestações da casa em atraso e entrou, portanto, em incumprimento bancário não estará abrangida pelas novas regras de renegociação do crédito habitação. Neste caso, o plano de ação aplicado será outro: o Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI).

Em que situações pode ser vantajoso procurar um intermediário de crédito autorizado?

Se as famílias estão a sentir dificuldades em pagar as prestações da casa e pretendem sentir um alívio financeiro, podem recorrer aos intermediários de crédito autorizados. Aqui os intermediários de crédito podem apoiar os mutuários a realizar transferências de crédito para outros bancos com melhores condições ou a renegociar os seguros, por exemplo. O objetivo é que, no final, as famílias sintam um alívio com os encargos associados ao crédito habitação e possam ter uma vida financeira mais saudável de forma a evitar situações de incumprimento.

“O mais importante é que as famílias não deixem chegar a situação ao limite e procurem ajuda com antecedência, o que permitirá encontrar a melhor solução para cada caso”, reforça o responsável pelo idealista/créditohabitação em Portugal. “Com a ajuda de um intermediário de crédito poderão melhorar as condições do seu empréstimo atual, atenuando o impacto da subida das taxas de juro“, acrescenta Miguel Cabrita.

Prescrição de dívidas: o que é e como funciona?

A prescrição de uma dívida significa que deixa de existir obrigatoriedade de a pagar, mas o conceito tem regras. Descobre quais. Fonte: Idealista News

Uma má gestão financeira pode facilmente levar a dívidas e, consequentemente, a um estrangulamento no orçamento familiar. E, mesmo que não tenhas este problema atualmente, é sempre importante estares um pouco por dentro de todos os temas. Nunca se sabe quando precisarás da informação para ti ou para ajudar alguém.

Hoje reunimos aqui três respostas simples a uma pergunta comum a muitos que têm problemas com o fisco: como é que funciona a prescrição de dívidas? Explicando o que são, vamos ainda ver como funcionam e como é que se refletem na realidade perante a lei.

Homem a fazer contas

Towfiqu barbhuiya/Unsplash

O que é uma prescrição de dívida?

Uma prescrição de dívida, como o nome indica, é quando a dívida deixa de ter um pagamento obrigatório. Ou seja, uma pessoa que tem uma dívida e esta prescreve, significa que já não tem a obrigatoriedade de pagar ao banco/entidade/pessoa o montante que devia anteriormente.

Como funciona a prescrição de dívida?

A prescrição de dívida é um conceito que está patente no Código Civil e confirma que passado algum tempo existem prazos que definem o anulamento do montante em dívida. Este prezo pode variar entre alguns meses até cerca de 20 anos. Em qualquer caso, a prescrição de dívida começa a contar para qualquer devedor a partir do momento em que existe a primeira falha de pagamento.

Máquina multibanco

Towfiqu barbhuiya/Unsplash

No entanto, e de acordo com o artigo 303º do Código Civil, a prescrição de dívida apenas pode ser aplicada quando o devedor, de forma judicial ou extrajudicial, já invocou a mesma. Isto é, ninguém se pode recusar a pagar uma dívida a qualquer entidade sem base legal.

Quais são os prazos de prescrição de dívida?

Existem várias leis que ditam diferentes prazos de prescrição de dívida mas é importante que saibas que, à falta de lei aplicável ao caso, o prazo normal de prescrição de uma dívida é de 20 anos (artigo 309º do Código Civil).

Mas existem exceções e os seus prazos variam muito. Fica a par dos tipos de prescrições de dívidas e respetivos prazos:

  • Seis Meses
    • serviços públicos considerados essenciais como a água, eletricidade, gás e telecomunicações;
    • estabelecimentos de alojamento, comidas, bebidas e relacionadas com este tipo de serviços.
Fatura Loja

Karolina Grabowska/Pexels

  • Dois Anos
    • dívidas de estudantes a estabelecimentos de alojamento/alimentação, a par de estabelecimentos de ensino, educação, assistência ou tratamento;
    • multas de trânsito;
    • dívidas a comerciantes que resultem da venda de objetos a particulares;
    • Créditos por serviços no exercício de profissões liberais (advogados, médicos particulares, dentistas, psicólogos, veterinários, enfermeiros, contabilistas, arquitetos, engenheiros e outras atividades de prestação de serviços).
  • Três Anos
    • Instituições e serviços de saúde pública
  • Quatro Anos
    • Notificação de dívida por parte das Finanças referente ao IUC, IRS, IVA e IRC
Casal a ver contas

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  • Cinco Anos
    • rendas e condomínios;
    • juros remuneratórios e de mora;
    • dividendos de sociedades;
    • pensões de alimentos;
    • prestação periodicamente renováveis;
    • dívidas à Segurança Social por falta de pagamento de quotizações e contribuições.
  • Oito Anos
    • Propinas e outras obrigações fiscais
Cartão Crédito

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Como é que se invoca prescrição da dívida?

Para se colocar em prática o direito da prescrição da dívida é necessário invocar o término da dívida por escrito. Além de teres de ter do teu lado a lei que mostra como a tua dívida já está prescrita, deves fazer essa comunicação através de uma carta registada com essa mesma intenção.

É importante que invoques o teu direito de prescrição da dívida para evitar que a empresa a quem deves continue a cobrar pelos consumos feitos. Mesmo que o prazo legal já tenha sido ultrapassado, esse fator não é suficiente e por isso deves sempre invocar legalmente que a tua dívida já caducou. Só assim poderás evitar que sejam utilizados meios judiciais a pedir-te nova cobrança dos valores em questão.

Nota: Quando enviares a carta registada guarda uma cópia para ti de todo o processo para servir como prova.

PARI protege famílias do incumprimento do crédito habitação: como?

Bancos devem apresentar soluções de reestruturação de créditos. Plano de Ação para o Risco de Incumprimento é uma alternativa. Fonte: Idealista News

São muitas as famílias que, devido à subida da inflação e à consequente perda de poder de compra, entre outros fatores, estão a ver as despesas aumentar, antevendo a possibilidade de entrar em incumprimento, nomeadamente com as prestações a pagar ao banco pelo crédito habitação. Importa saber, nesse sentido, que tipos de ajuda estão à disposição dos consumidores, sendo um deles a reestruturação dos créditos. Sabes o que é o PARI e para que serve? Explicamos tudo sobre esta solução no artigo desta semana da Deco Alerta.  

A rubrica semanal Deco Alerta é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news e destina-se a todos os consumidores em Portugal.

Como muitas famílias portuguesas, estamos a enfrentar dificuldades financeiras sérias. O rendimento do nosso agregado já não ultrapassava os 2.000 euros e, desde o verão, por motivo de doença, sofremos uma redução de quase 400 euros. Não estamos a conseguir acompanhar o aumento do custo de vida! Mais… Em dezembro, com a revisão da Euribor, a nossa prestação de crédito habitação atingirá um valor incomportável. O que podemos (e devemos fazer)? Ouvi falar num plano de apoio, o PARI. Será viável para nós? O que nos aconselham?

Em primeiro lugar, deves falar com a tua instituição de crédito acerca das dificuldades financeiras que enfrentam no presente, revelando o risco de incumprimento. Atenção que a instituição deve escutar-vos, acompanhar a vossa situação e apoiar-vos. 

Efetivamente, as instituições de crédito devem adotar uma atitude preventiva e estar atentas a sinais de risco de incumprimento por parte dos consumidores e, sempre que detetem situações de dificuldade, devem analisar a sua situação financeira. 

Quando se deparam com cenários como o vosso, o banco deve apresentar soluções, exequíveis e claras, de reestruturação dos créditos, através da renegociação das condições do contrato. Ora, é nesta actuação que se insere o tal plano que bem referes: Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI).

Para que o PARI venha a ser a solução adequada ao teu caso, terás de colaborar com o banco e disponibilizar toda a informação e documentação necessária para que este avalie a vossa capacidade financeira e, se concluir que há possibilidade de evitar o incumprimento, propor esse plano. Tens 10 dias para o fazer. 

Queremos, ainda, alertar-te para o seguinte: se considerares que a instituição de crédito não te prestou o devido apoio, após a teres informado da possibilidade de incumprimento, podes apresentar reclamação no livro de reclamações da instituição de crédito, diretamente ao Banco de Portugal, ou na Deco. 

Para que te mantenhas informado e esclarecido sobre a atualidade neste particular das dificuldades em cumprir o crédito, partilhamos contigo algumas notas sobre as medidas de acompanhamento e mitigação do aumento da taxa de esforço em contratos de crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente anunciadas recentemente pelo Governo. Toma nota:

Despesas e divídas disparam com a inflação

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A quem se destinam as medidas:

As instituições financeiras, que, como referido, já estavam obrigadas a acompanharem a execução dos contratos e a identificarem indícios de degradação da capacidade financeira dos consumidores, deverão agora acompanhar essa situação, bem como o eventual risco de incumprimento sempre que:

  • Os consumidores tenham contratos de crédito para habitação própria permanente com valor em dívida até 300.000 euros;
  • Se detete um agravamento significativo da taxa de esforço, em cinco pontos percentuais OU se verifique um acréscimo da taxa de juro, como previsto no teste de esforço, e o esforço supere os 36%;
  • Se a taxa de esforço for superior a 50%, devem apresentar propostas de renegociação.
Inflação e taxas de juro a subir deixam antever aumento de incumprimentos

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Que propostas podem ser apresentadas:

As propostas apresentadas pela instituição bancária podem incluir a alteração de uma ou mais das seguintes condições do contrato de crédito:

  • Alargar o prazo de amortização, sendo que, durante cinco anos após esse alargamento, o cliente pode retornar ao prazo original;
  • Fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros;
  • Diferimento de parte do capital para uma prestação em data futura;
  • Redução da taxa de juro aplicável ao contrato durante um determinado período temporal;
  • Consolidação de vários contratos de crédito;
  • Celebração de um novo contrato de crédito, tendo como finalidade o refinanciamento da dívida do contrato de crédito existente.

Inflação encolhe rendimentos a todas as famílias: de que forma?

Habitação e alimentação pesam mais no custo de vida das famílias de menor rendimento, do que nos agregados mais ricos, diz BdP. Fonte: Idealista News

O contexto externo e financeiro tem vindo a “deteriorar-se” pela via da subida da inflação e das taxas de juro nos créditos habitação, que estão a ter “efeitos adversos” sobre o rendimento disponível de todas as famílias portuguesas, desde as mais ricas às mais pobres, aponta o Banco de Portugal (BdP). Só na primeira metade de 2022, a inflação fez encolher o rendimento disponível real das famílias em 1% face ao mesmo período do ano passado. Mas quais são as despesas que pesam mais e menos em cada agregado? O idealista/news passou a pente fino o Boletim Económico de outubro do BdP e conta tudo.

“O aumento recente da inflação pode ter impacto desigual sobre as famílias, refletindo a evolução diferenciada dos preços dos diversos bens e serviços e o seu peso no cabaz de consumo de cada família”, começa por explicar o regulador liderado por Mário Centeno no boletim publicado esta terça-feira, dia 18 de outubro. Isto acontece porque, afinal, “cada família tem um perfil de consumo distinto, refletindo as suas caraterísticas, circunstâncias de vida ou preferências”.

Nos primeiros oito meses de 2022, as estimativas de inflação para os vários grupos de famílias “são bastante próximas”, mas o peso no cabaz de consumo é muito diferente para cada nível de rendimento familiar, destaca o BdP:

  • Famílias de menor rendimento: a inflação estimada resulta, em larga medida, do aumento dos preços de bens e serviços essenciais. O contributo dos bens alimentares e dos custos com a habitação (onde se inclui a energia) explica 73% da variação do custo de vida destas famílias em agosto de 2022;
  • Famílias de maior rendimento: aqui o contributo da variação dos preços dos bens essenciais é de 40% para a inflação estimada, enquanto o contributo da subida dos preços dos restaurantes e hotéis se situa em quase 25%.

“Embora o peso da despesa em gasolina e gasóleo não seja muito diferenciado entre níveis de rendimento, as famílias nos quintis intermédios de rendimento são ligeiramente mais penalizadas pelo aumento do preço destes bens”, destacam ainda.

Outra conclusão do estudo é que “os contributos dos preços dos bens alimentares e da classe de habitação (incluindo água, eletricidade e gás) aumentam com a idade do representante do agregado familiar”. Para as famílias mais jovens, o contributo destes bens essenciais é de 46%, enquanto para as famílias mais velhas é de 64%.https://datawrapper.dwcdn.net/7DutS/2/

Menos rendimentos e poupanças em 2022

Olhando para o universo de todas as famílias portuguesas, o BdP prevê que o rendimento disponível real vai estagnar em 2022 nos 0,2% (após 2,2% em 2021), estando “condicionado pelo perfil marcado da inflação”. Ainda assim, os apoios às famílias para mitigar os efeitos da inflação deverão ter um contributo de 1,4 pontos percentuais para a variação do rendimento disponível em 2022, dizem ainda.

Por outro lado, a taxa de poupança continuará a crescer (4,9%), – embora bem menos face aos 9,8% registados – o que vai permitir a “aceleração do consumo num contexto de elevada inflação e estagnação do rendimento disponível real”. “A redução da poupança para valores inferiores à média histórica é compatível com alguma diminuição da riqueza acumulada pelas famílias durante a pandemia”, explicam deste o regulador.

Mas “a deterioração das expectativas económicas a curto prazo e o aumento da incerteza deverá justificar um aumento da poupança por motivo de precaução, que será facilitado pelas medidas públicas de apoio ao rendimento das famílias”, explicam ainda.

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