Euribor a subir e prestação da casa a crescer: como estar protegido?

Inflação, taxas de juro, Euribor, prestação da casa. Tudo está a subir. Como estar protegido? Toma nota destes conselhos. Fonte: Idealista News

Os bancos têm mostrado disponibilidade para financiar a compra de casa, mas o cenário atual de alta inflação poderá ter impacto também na concessão de crédito habitação, visto que os juros estão a aumentar e a fazer disparar as taxas Euribor para terreno positivo, o que fará com que a prestação da casa também suba. Parece ser hora, posto isto, de estar protegido para eventuais dissabores que conduzam a incumprimentos com o banco. Explicamos como no artigo desta semana da Deco Alerta.

A rubrica semanal Deco Alerta é assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news e destina-se a todos os consumidores em Portugal.

Já não estamos num cenário de probabilidades! A Euribor está mesmo a subir. Creio que o nosso crédito habitação tem taxa de juro variável indexada à Euribor, como podemos enfrentar esta enorme dificuldade? O que nos aconselha a Deco?

Até há pouco tempo o quadro macroeconómico era de manutenção de taxas de juro baixas, com inflação baixa. Agora, como bem salientas, o cenário alterou-se face à pressão inflacionista existente. A Euribor voltou a terreno positivo.

A maioria dos empréstimos à habitação em Portugal, tal como o teu caso, tem taxa de juro variável indexada à Euribor, pelo que essa prestação irá subir para vós e para muitas famílias. Portanto, e desde já, deverás avaliar o impacto da subida no orçamento familiar.

Pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa
Foto de Karolina Grabowska

O que podes fazer para te proteger da subida da Euribor?

  1. Começa por confirmar no extrato mensal que recebes do banco se o vosso crédito habitação tem taxa de juro variável indexada à Euribor. A taxa de juro do crédito habitação, a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global), resulta do somatório da Euribor (a 3, 6 ou 12 meses) e do spread (lucro do banco). Consulta o mercado e verifica qual o spread que está a ser praticado. Se tiveres um spread elevado negoceia com o banco para o tentares baixar.
  2. Calcula a taxa de esforço, ou seja, o peso dos créditos no vosso rendimento líquido. Deverá ser preferencialmente inferior a 35%. Se ultrapassar, pode ser um sinal de alerta e deves tentar renegociar os vossos créditos.
  3. Confirma quantos anos falta para acabar de pagar o crédito habitação. Se faltar pouco tempo pode não valer a pena fazer alterações.
  4. Faz uma pesquisa de mercado, pede simulações a outros bancos e compara. Solicita sempre a entrega da FINE – Ficha de Informação Normalizada e compara a TAEG e o MTIC – Montante Total Imputado ao Consumidor. Quanto mais baixos forem, menos pagarás.
  5. maturidade dos empréstimos também é importante, pois quanto maior for o prazo mais baixa será a prestação. Mas lembra-te que o Banco de Portugal aponta para um prazo máximo de 30 anos para os consumidores com idade superior a 30.
  6. Transferir o crédito habitação para outro banco pode trazer custos, mas poderá valer o esforço se negociares com o banco a assunção, pelo menos parcial, desses custos, a que alguns estão abertos para conseguir captar clientes.
  7. Prepara o quanto antes um fundo de reserva que vos permita acomodar esta subida da Euribor, sem percalços. Caso tenham algumas poupanças (ou um PPR) equaciona a possibilidade de efetuarem uma amortização parcial do empréstimo, embora tenha custos associados (exceto numa situação de desemprego ou de deslocação por razões profissionais). 
  8. Se tiveres outros créditos e a subida da Euribor colocar risco de incumprimento, tenta antecipadamente renegociar os vossos empréstimos com os credores e promover uma solução satisfatória conjuntamente, o que está aliás previsto na lei.

IRS 2022: como evitar pagar coimas que podem ir até aos 3.750 euros

Prazo limite para entregar o IRS é o próximo dia 30 de junho. Apressa-te a enviar a declaração de IRS para evitar pagar multas. Fonte: Idealista News

Já faltam poucos dias para terminar o prazo de entrega do IRS de 2022. Os contribuintes podem submeter a declaração até ao próximo dia 30 de junho. E é importante ter em atenção este prazo. Isto porque quem se atrasar a entregar ou a corrigir eventuais erros que a declaração de IRS possa conter, arrisca-te a pagar multas que podem chegar mesmo aos 3.750 euros.

A campanha de entrega do IRS 2022 começou no passado dia 1 de abril e estende-se até ao dia 30 de junho. E este prazo limite de entrega do antigo modelo 3 é especialmente importante para quem não tem IRS automático. Isto porque quem está abrangido por esta modalidade, mesmo se nada fizer, verá a sua declaração submetida de forma automática no último dia deste mês.

Quem não tiver abrangido pelo IRS automático e tiver de preencher a declaração já não terá a mesma sorte. Excedido o prazo legal de submissão do IRS no Portal das Finanças, os contribuintes arriscam-se a pagar coimas que podem chegar aos 3.750 euros, escreve o ECO.

Mas o valor da multa pode ser atenuado se o contribuinte submeter a declaração de IRS por iniciativa própria, tendo em conta o atraso e o grau de culpa, refere a mesma publicação:

  • Entregar IRS até um mês do prazo limite: contribuinte poderá pagar no mínimo 25 euros;
  • Entregar IRS passado mais de um mês do prazo limite: contribuinte pode pagar no mínimo 37,50 euros e no máximo 112,5 euros.
Coimas no IRS
Pexels

Erros no IRS: é possível enviar declaração de substituição

Se detetares erros no IRS, fica a saber que é possível corrigi-los entregando a declaração de substituição. Se entregares a nova declaração dentro do prazo legal, ou seja, até 30 de junho não terás de pagar coimas. E também ficarás livre de pagar multas se entregares as correções depois deste prazo desde que daí não resulte mais imposto a pagar ou a receber, tal como explicamos neste artigo.

Mas se desta nova declaração de IRS resultar um imposto superior ou reembolso inferior ao anteriormente apurado, os contribuintes devem estar atentos aos seguintes prazos. De acordo com o artigo 59.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT):

  • Nos 30 dias seguintes ao termo do prazo legal, seja qual for a situação da declaração a substituir;
  • Até ao termo do prazo legal de reclamação graciosa ou impugnação judicial do ato de liquidação, para a correção de erros ou omissões imputáveis aos contribuintes de que resulte imposto de montante inferior ao liquidado com base na declaração apresentada;
  • Até 60 dias antes do termo do prazo de caducidade da declaração anual de rendimentos (quatro anos), para a correção de erros imputáveis aos contribuintes de que resulte imposto superior ao anteriormente liquidado.

De notar que se o Fisco detetar erros ou inexatidões na declaração anual de rendimentos, os contribuintes podem ter de pagar uma coima entre 375 euros e 22.500 euros, de acordo com o artigo 119.º do Regime Geral das Infrações Tributárias (RGIT).

Serviço ao cliente é fator mais valorizado na compra de seguros

Portugueses e norte-americanos mostram-se mais satisfeitos com as suas seguradoras do que britânicos e os neozelandeses. Em Espanha, consumidores queixam-se de falta de comunicação das companhias. Fonte: Idealista News

Um inquérito junto de dois mil consumidores de seguros de não Vida, em diversos países, mostra que o serviço ao cliente é, para mais de 50% dos inquiridos o fator que mais pesa no momento de comprar um seguro do que, por exemplo, o preço que pagam pelo prémio.

Uma das conclusões do estudo é que a geografia tem influência na perceção que os segurados têm das suas seguradorasEm Portugal e nos EUA, os consumidores mostram-se mais satisfeitos com o tratamento das seguradoras do que os inquiridos no Reino Unido e na Nova Zelândia, comentou Karen Scott, Head of Insight na consultora Research in Finance.

Em Espanha, por exemplo, 95% dos consumidores de seguros queixam-se de falta de comunicação por parte das seguradoras, nomeadamente no acompanhamento de sinistros, e pedem que as companhias utilizem, por exemplo, os canais digitais para serem mais interativas na matéria. Globalmente, 37% dos consumidores consideram a experiência de compra de seguros como “muito boa,” mas a preferência pelo contacto personalizado sobrepõe-se à comunicação por email, página web ou através de chat, indica o relatório.

De facto, 64% dos espanhóis prefere contacto direto com um funcionário no momento de interagir com a seguradora. Para 53% dos inquiridos, o serviço ao cliente é o aspeto mais valorizado durante o processo de compra, seguindo-se “facilidade de compra” (22%) e “ausência de problemas” (12%). Sobre a falta de comunicação por parte das seguradoras, o estudo revela que 14% dos inquiridos, também no mercado espanhol, queixa-se de não receber informação a avisar da renovação da apólice e 1/3 dos respondentes disse não que não recebe notícias da seguradora durante um ano.

O estudo também sugere que as seguradoras aproveitem os recursos baseados em dados de forma mais eficiente. A tecnologia pode ajudar a melhorar canais de distribuição e criar interações que permitem antecipar as preferências dos clientes, nota.

Em relação a novos produtos, como é o caso dos seguros on demand (soluções desenhadas à medida, com coberturas flexíveis que podem ser ativadas ou desativadas conforme necessidade do cliente) que, considera o estudo, trata-se de oportunidade estratégica para o setor, 58% dos consumidores mostram-se interessados e o indicador sobe aos 77% entre os consumidores mais jovens.

Prestação da casa a subir: 3 passos para preparar o orçamento

Inflação alta, custo de vida mais caro e taxas de juro do crédito habitação a subir. Ensinamos como viver melhor neste contexto. Fonte: Idealista News

Quem tem crédito habitação, com taxa variável, beneficiou nos últimos anos de taxas de juro negativas e baixas prestações, que terão permitido aumentar a poupança e ter até um nível de vida mais elevado. Mas esta realidade está a mudar e, além das contas mais altas no supermercado, dos combustíveis mais caros e dos serviços em geral, por efeito da inflação, o valor da prestação da casa já começou a subir e tudo indica que irá aumentar ainda mais, de forma sustancial, causando um impacto no orçamento mensal. Para te ajudar a viver melhor neste contexto, apresentamos-te um conjunto de dicas de especialistas em finanças pessoais, a ter em conta.

O banco central europeu anunciou há dias que a taxa de juro de referência terá uma subida de 25 pontos em julho, contudo é importante perceber que a taxa de juro que está indexada ao crédito à habitação é a Euribor que já está em terreno positivo desde abril de 2022 (Euribor a 12 meses).

“Está tudo a ficar mais caro, com a inflação a disparar, e com a prestação da casa numa tendência de subida, é importante saber o que fazer para preparar o orçamento familiar para esta realidade”, começam por avisar as especialistas do Contas €m Dia, neste artigo preparado para o idealista/news.

taxas de juro mais altas
Foto de Nataliya Vaitkevich @Pexels

Como preparar o orçamento familiar para a subida das taxas de juro

  • Taxa variável ou taxa fixa? O melhor é prevenir

O primeiro passo é prevenção. Se tens crédito habitação com taxa de juro variável, indexada à Euribor, tens de parar para olhar para as tuas contas. Sim, perceber como está agora o teu orçamento familiar para perceber na pratica como, quando e quanto é que isso pode alterar as tuas contas. Se tens taxa fixa a tua prestação permanecerá inalterada.

As prestações do crédito habitação não vão subir para todos da mesma forma. Vai depender do capital que tens em dívida, o prazo, o spread que tens e qual o indexante (3, 6 ou 12 meses) que está associado ao empréstimo da casa.

  • Saca da calculadora e começa a fazer contas à vida

Avaliar é o segundo passo. Faz as contas de quanto podes ficar a pagar a mais e de como seriam os teus meses nesses cenários!

Cénario de exemplo: Uma família com um crédito habitação de 150.000 euros em dívida, com um spread de 1.25% e que falta aproximadamente 25 anos para terminar de pagar o crédito atualmente está com uma prestação a rondar os 500 euros e caso a Euribor atinja 1% a prestação será aproximadamente 650 euros. Um aumento de 150 euros mensais! Imagina como poderá ser se a taxa subir para 2% ou 3%.

inflação alta
Foto de Mikhail Nilov @Pexels

O valor da prestação para quem tem crédito habitação com taxa indexada sofrerá sempre alterações na periodicidade correspondente. Cerca de 25% das famílias escolheram Euribor a 12 meses como indexante, o que quer dizer que a prestação será atualizada a cada 12 meses (da data da escritura) e recalculada conforme o valor que a euribor esteja naquela data. O mesmo acontece para quem tem uma taxa variável indexada à Euribor a seis meses (historicamente a mais utilizada em Portugal e que depois de sete anos em terreno positivo, está positiva há mais de uma semana), ou a Euribor a três meses. 

  • Ser consciente de todos (mas todos) os gastos habituais e extraordinários da família e traçar limites

Depois de perceber quanto e como esta subida pode mudar nas contas do orçamento chegou a hora de decidir o que fazer. E esse é o terceiro passo para enfrentar a subida da taxa de juro. Deixa de fazer contabilidade a olhometro e começa a ver exatamente para onde está a ir o teu dinheiro mês após mês. Deves criar um limite de gastos para todas as tuas despesas já sabendo que em tempos de inflação alta praticamente todas as despesas se tornam variáveis. Deves questionar-te: “onde é que vou gastar menos”? e “como vou conseguir poupar?”. 

Plano de ataque para ter as contas organizadas e enfrentar imprevistos como a subida das taxas de juro

crédito habitação mais caro
Foto de RODNAE Productions @Pexels

O mais importante é pores mãos à obra para que este aumento mexa o menos possível com as tuas contas! As especialistas deixam algumas sugestões práticas para enfrentar a subida da prestação da casa:

  1. Revêr as condições do crédito habitação e dos seguros associados ao empréstimo bancário. Às vezes mudar de banco pode ser uma agradável surpresa a nível de poupança.
  2. Ter um complemento ao ordenado. Os trabalhadores com ordenado fixo são fortemente penalizados em momentos de aumento de preços. Não é fácil negociar um aumento para fazer ajuste real ao custo de vida. Daí ter um part-time ou hobbie que traga rendimentos pode ser aquele balão de oxigénio.
  3. Reduzir despesas supérfluas. Um estilo de vida mais caro, se não for acompanhado por um aumento semelhante dos rendimentos, pode ser o inicio de uma bola de neve, pois se não tens forma de aumentar os rendimentos, terás de reduzir as tuas despesas.
  4. Caso tenhas poupanças (para além do fundo de emergência) com rentabilidades muito baixas podes ponderar em amortizar o teu crédito habitação para pagares menos juros.
orçamento familiar
Foto de Polina Zimmerman @Pexels

crédito habitação é uma responsabilidade que teremos de acompanhar ao longo dos 30/40 anos e é importante perceber que os valores da prestação da casa podem alterar significativamente, tal como também têm vindo a alertar os especialistas do idealista/créditohabitação.

É importante ter o objetivo de ter as finanças pessoais organizadas de forma que estas alterações na economia tenham o menor impacto possível na economia familiar. Isto porque no final das contas queremos todos ter sempre as Contas €m Dia.

Ir de férias em segurança: as novas tendências e os riscos do futuro

A análise dos riscos, da assistência e das novas tendências em contexto de férias será o tema principal desta webtalk ECOseguros, que pode acompanhar no dia 23 de junho, pelas 15h. Fonte: ECOseguros

que é que os viajantes mais prezam enquanto segurança? A que novos (e habituais) riscos estão sujeitos? E qual o papel dos seguradores e das empresas turísticas na mitigação destes riscos?

Estas são algumas das questões que estarão a debate na webtalk “Ir de férias em segurança: as novas tendências e os riscos do futuro”, organizada pelo ECOseguros em parceria com a Europ Assistance, e que poderá acompanhar no próximo dia 23 de junho, pelas 15h, no site do ECOseguros e Facebook do ECO.PUBLICIDADE

Registe-se na webtalk “Ir de férias em segurança: as novas tendências e os riscos do futuro”

Partindo dos resultados da 21ª edição do Holiday Barometer, um estudo internacional realizado pela IPSOS e a Europ Assistance, estará em análise o panorama dos riscos, da assistência e dos atuais desafios em contexto de férias, quer do ponto de vista das companhias de seguros, dos players do setor do turismo, e também dos próprios segurados.

O debate será animado pela participação João Horta e Costa, Diretor Comercial da Europ Assistance Portugal, Gonçalo Rebelo de Almeida, Administrador do Grupo Vila Galé e Rui Guerreiro, Head of Affinity, SME & Digital da Aon, após uma apresentação do estudo por Maria João Matos, diretora de desenvolvimento de negócio da Europ Assistance Portugal.

Registe-se aqui e acompanhe a webtalk “Ir de férias em segurança: as novas tendências e os riscos do futuro”.

Definições de Cookies

A EZATA pode utilizar cookies para memorizar os seus dados de início de sessão, recolher estatísticas para otimizar a funcionalidade do site e para realizar ações de marketing com base nos seus interesses.


Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.
Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.
Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.

Cookies Necessários Permitem personalizar as ofertas comerciais que lhe são apresentadas, direcionando-as para os seus interesses. Podem ser cookies próprios ou de terceiros. Alertamos que, mesmo não aceitando estes cookies, irá receber ofertas comerciais, mas sem corresponderem às suas preferências.

Cookies Funcionais Oferecem uma experiência mais personalizada e completa, permitem guardar preferências, mostrar-lhe conteúdos relevantes para o seu gosto e enviar-lhe os alertas que tenha solicitado.

Cookies Publicitários Permitem-lhe estar em contacto com a sua rede social, partilhar conteúdos, enviar e divulgar comentários.