Seguradoras pagaram 4,45 mil milhões no 1º semestre

Depois de uma quebra de dois meses, no fim do primeiro semestre os custos das companhias com sinistros já estão ao nível do ano passado. O efeito da pandemia parece estar ultrapassado. Fonte: ECOseguros

Os dados de sinistralidade do primeiro semestre do ano revelam que, apesar da subida dos custos para as seguradoras registados no início do ano e a baixa de acidentes durante o período da pandemia, o nível de indemnizações voltou a subir em junho, acima do normal, o que faz o nível de custos com sinistros estar ao nível de igual período do ano passado.

No conjunto dos ramos Vida e Não Vida o valor total dos pagamentos das seguradoras atingiu 4,45 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um valor superior em 1% ao registado em igual período de 2019. O ramo Vida aumentou 1%, enquanto os ramos Não Vida reduziram os custos para as seguradoras em 0,5% no semestre.

No ramo Vida existiu uma baixa generalizada das seguradoras, que resultam de indemnizações devidas pelos efeitos das apólices (como pagamentos em caso de morte da pessoa segura) ou de resgates, de levantamentos antecipados de valores investidos planeados para disponibilização em data posterior.

No primeiro semestre deu-se uma subida de 56,4% no pagamento de PPR certamente relacionada com a facilidade dada pelo governo ao permitir o resgate sem penalização fiscal, para permitir às famílias fazer face aos efeitos da pandemia e do confinamento obrigatório e das eventuais perdas de rendimentos daí decorrentes.

Ainda na vida os produtos de capitalização conduziram a pagamentos 18,4% inferiores, estes investimentos seguem uma tendência de abandono causado pelo ambiente de baixas taxas de juro e fracos rendimentos que daí proporcionam, principalmente quando as seguradoras deixaram de garantir, tal como os bancos, rendimentos mínimos para os produtos.

Os seguros de risco puro, muito associados a créditos à habitação, crédito ao consumo e cartões de crédito, também sofreram uma quebra nos pagamentos por parte das seguradoras em 11,8% no semestre face ao ano passado. Os produtos de rendas vitalícias mantiveram o nível de pagamentos.

Sinistros em Não Vida descem 0,5% no semestre, mas sobem 21,8% em junho

O último mês do primeiro semestre trouxe um crescimento dos custos das seguradoras, nos ramos Não Vida, de 21,8% superior face ao ano passado. No mês de junho, os custos com sinistros em acidentes de Trabalho já só foram inferiores em 9,3% comparado com junho de 2019 (a diferença tinha sido de -25% em maio), em saúde a baixa foi de apenas 2,8%, mas em contrapartida os custos com o ramo automóvel subiram 15,7%. Em incêndios e outros danos (onde se incluem os produtos multirisco) quadruplicaram os pagamentos relativos a empresas e subiram 20,7% os custos relativos a habitação e condomínios.

Subida substancial também aconteceu em Responsabilidade Civil Geral, ficando apenas o ramo de transportes como o único em que as indemnizações quase não aconteceram refletindo as paragens da atividade económica verificada na maioria do tempo deste primeiro semestre.

Perda de rendimentos em tempos de pandemia: o que fazer e o que evitar

Muitas pessoas entrarem em incumprimento com o banco por terem focado com menos rendimentos, devido à Covid-19. Fonte: Idealista News

pandemia da Covid-19 chegou sem aviso prévio e deixou (muitas) feridas abertas na economia e na sociedade. O desemprego, por exemplo, disparou. Um cenário que apanhou as pessoas de surpresa, mas que não afetou todos por igual, havendo quem tivesse entrado em incumprimento com o banco, já que não conseguiu pagar os respetivos empréstimos, por ter tido menos rendimentos. E agora, o que fazer? Como proceder? Quem consultar? 

Neste artigo, preparado pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor* para o idealista/news, explicamos-te tudo sobre este assunto.

No quadro da pandemia provocada pela Covid-19 fiquei com o meu rendimento reduzido e já não consigo pagar empréstimos. O que tenho tem sido usado para cumprir as necessidades básicas, como alimentação e fornecimentos de eletricidade, gás ou água, embora até os serviços públicos essenciais por vezes tenham ficado por pagar. O que posso fazer? 

Certamente conheces o conjunto de medidas governamentais que visaram a mitigação do impacto negativo da crise provocada pela pandemia no orçamento das famílias, mas queremos apresentar-te alguns conselhos:

O que fazer?

O primeiro passo a dar será o de procurares uma solução conjunta, no novo quadro orçamental. Ou seja, já tomaste consciência do risco de incumprimento, pelo que deves iniciar um procedimento legal, o PARI – Plano de Ação para o Risco de Incumprimento, e propor um plano de pagamento que se ajuste às tuas circunstâncias. Se porventura já estás em real incumprimento deverás proceder à abertura do PERSI – Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento, sendo que não podes, desde logo, avançar para via judicial.

O incumprimento contratual acarretará um registo negativo no Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, passas pois a ser considerado cliente de risco e incorres ainda em comissões de atraso e juros de mora.

Finalmente poderás também sofrer de cobrança por parte de terceiros, primeiramente extrajudicial, através de entidade de recuperação de créditos, e depois coerciva, via judicial, ficando sujeito a penhoras, nomeadamente de rendimentos e património.

O que evitar?

Evita ofertas milagrosas de crédito fácil do tipo “limpe o seu nome sem pagar as dívidas” ou “resolvemos o seu problema financeiro, mesmo com o seu nome sujo”, pois na verdade são práticas ilegais e fraudulentas em que não deverás entrar.

Não cedas também à tentação de pedir dinheiro a agiotas, que costumam fazer uso de meios ilegais para cobrar os juros exorbitantes que aplicam.

Interesse por seguro de viagem sobe. Viajantes elegem coberturas preferidas

Elaborado com intuito de perceber como a pandemia alterou planos e expetativas dos viajantes, um estudo da Europ Assistance pretende também ajudar o setor de turismo a preparar-se para o pós-Covid. Fonte: ECOseguros

O número de pessoas interessadas em comprar seguro de viagem aumentou com a pandemia, amplificando a intenção de aquisição do produto. Antes da Covid-19, apenas 48% das pessoas ​​indicavam estar cobertas pelo seguro de viagem. No entanto, em junho, 54% dos entrevistados em novo inquérito indicaram que comprariam este tipo de produto para a próxima viagem, revela um estudo internacional da Europ Assistance, produzido em parceria com a IPSOS, sobre o futuro das viagens.

Quanto às coberturas, 66% querem ser cobertos pelo repatriamento se o destino da viagem fechar as fronteiras ou impuser um confinamento, 63% querem ter cobertura para a duração da viagem e 62% desejam ter apoio pelos 14 dias após o regresso, caso adoeçam durante a viagem.

No entanto, a Covid-19 “não parou os viajantes e causou alterações de curto prazo nas suas tendências de viagem, com a maioria a admitir que, este ano, prefere fazer viagens para mais perto de casa“: 60% planeiam ir para fora cá dentro neste verão; 81% esperam fazer pelo menos uma viagem ainda em 2020 e 35% já a marcou para os meses de julho e agosto.

A maioria dos entrevistados sente-se confiante para marcar uma viagem entre o final de 2020 e início de 2021, indica o estudo Future of Travel que a Europ Assistance realizou em parceria com a IPSOS, com base em entrevistas a 11.000 viajantes de 11 países em todo o mundo, entre os dias 5 e 26 de junho.

Ainda, de acordo com a análise, muitos indicaram que esperam voltar aos seus hábitos de viagem pré-covid, como andar de avião e ficar em bons hotéis, no início do próximo ano; 6% indicaram que farão uma viagem para fora do país a curto prazo, um número que duplica quando questionados sobre o próximo outono (14%) e inverno (14%) e 19% dos viajantes globais admitem que, em 2021, farão uma viagem para fora do país. A vontade de viajar dentro do próprio país verifica-se para os meses de outono (52%) e inverno (54%), mas cai quase para metade (39%) nas intenções para 2021.

Relativamente aos planos para as férias de verão, 36% afirmaram que pretendem tirar uma semana para relaxar num destino junto à praia, como primeira viagem após o confinamento. Quando questionados a propósito da forma como pretendem chegar ao seu destino, 74% dos inquiridos indicaram que vão viajar de carro (alugado ou próprio) e sobre a estadia, 61% vão optar por ficar em alojamentos locais ou pequenos hotéis, numa tentativa de manter o distanciamento social e evitar grandes ajuntamentos.

O estudo da Europ Assistance procurou ainda perceber quais as principais preocupações dos viajantes atualmente e que comportamentos preventivos estavam a adotar.

“No pódio das preocupações estão, o surgimento de uma epidemia durante uma viagem (36%), não se poder envolver nos seus hobbies de viagens e turismo devido à Covid-19 (28%) e ficar em quarentena no estrangeiro (27%)”. Por outro lado, prossegue o comunicado da Europa Assistance, “a queda nas taxas de infeção (54%), um comunicado oficial do governo (25%) e a reabertura de hotéis, bares e restaurantes (25%) são os três principais fatores que mais tranquilizam os viajantes“.

Os principais comportamentos de prevenção em adoção este ano são não viajar para certos países (79%), evitar lugares com muita gente (77%) e permanecer no próprio país (76%).

Prévoir reforça seguro Vida crédito habitação com novas garantias

O reformulado Vida Domus simplifica requisitos clínicos, amplia a idade de subscrição e, agora está mais completo e flexível, adaptando-se também ao atual contexto social e económico. Fonte: ECOseguros

A Prévoir acaba de lançar a nova versão do PRÉVOIR VIDA DOMUS, um seguro de vida crédito habitação agora municiado com nova garantia – sobre diagnóstico de doença oncológica – e uma “tarifa competitiva, ainda mais atrativa”, afirma a companhia.

Para grande maioria da população, a compra de casa é um dos grandes projetos de vida. “Quando se recorre a um crédito habitação, as dúvidas ainda ficam mais fortes. Em média, em Portugal, um empréstimo dura cerca de 30 anos, pelo que eventos inesperados – como doença, acidentes ou morte – podem ocorrer,” observa a Prévoir em comunicado.

Para Paulo Silva, Diretor de Desenvolvimento Comercial da Prévoir, a nova versão do Prévoir Vida Domus pode fazer a diferença na vida das pessoas: “estamos convictos que esta solução vai ao encontro das necessidades dos nossos clientes e os auxilia num dos seus grandes projetos de vida. Com um maior valor acrescentado e garantias ímpares para este tipo de produto, construímos uma solução muito distinta”.

Em resultado, o produto evoluiu e está, ainda, “mais completo e flexível.” De acordo com seguradora especialista em soluções Vida, o produto apresenta-se agora como “solução única no mercado, que se destaca em termos das garantias incluídas, tarifa competitiva e alargamento da sua idade de subscrição”.

Diagnóstico de cancro nas garantias principais e tarifas mais competitivas

Para além de estar consagrada a garantia de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) “em todas as apólices, o grande destaque vai para a inclusão de uma nova garantia Diagnóstico de Cancro, em todas as opções do seguro, sem custo adicional para o segurado”. A nova proteção prevê o pagamento de um capital até 50 mil euros para a pessoa segura, de modo a fazer face a despesas relacionadas, explica a Prévoir Vie, sucursal em Portugal do grupo francês.

Após o pagamento do capital Diagnóstico de Cancro, “a garantia cessa mas continuam em vigor as restantes garantias contratadas, tais como a de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) em todas as apólices”.

Apesar do Prévoir Vida Domus já se apresentar, segundo a empresa, “como um dos seguros mais competitivos no mercado, a sua renovação permitiu reforçar a sua posição, com uma tarifa “ainda mais apetecível ao longo de todo o contrato. Este valor competitivo pode ser aplicado tanto a novos contratos de crédito habitação como a transferência de contratos já existentes”.

Outro foco no projeto de renovação visou simplificar a subscrição do produto, explica a companhia. A partir de agora, adianta, aderir ao Prévoir Vida Domus “é mais fácil, através de uma declaração médica simplificada até aos 55 anos ou para capitais até os 100.000 euros”.

A solução de proteção ao crédito habitação alargou, ainda, o limite de idade de subscrição, que passa para os 70 anos, nos casos das garantias de Morte e IAD. O mesmo acontece com a extensão da idade de termo que ascende aos 85 anos da pessoa segura.

Participações de sinistros cibernéticos crescem 83% na Europa, revela Marsh

Incidentes de ransomware pesam dois terços das perdas causadas por eventos cibernéticos, embora representem apenas 14% dos reportados. Em média, empresas tardam mais de 160 dias a detetá-los. Fonte: ECOseguros

De acordo com The Changing face of Cyber Claims, o mais recente relatório lançado pela Marsh, líder global em corretagem de seguros e consultoria de riscos, em colaboração com a CMS e a Wavestone, as notificações de sinistros cibernéticos, com base em apólices de seguro cibernético standalonecresceram cerca de 83% em 2019 na Europa Continental. Os números resultam da análise dos sinistros de seguro cibernético geridos pela Marsh na Europa examinando os diferentes métodos utilizados pelos cibercriminosos.

De acordo com o estudo, dois terços (67%) das perdas cibernéticas resultam de ataques maliciosos com incidentes de ransomware, representando 14% do total dos sinistros (+100% desde 2018). À medida que os ataques se tornam mais sofisticados com longos períodos de interrupção de negócio, que pode muitas vezes durar várias semanas, 71% dos custos e despesas associados com sinistros cibernéticos aplicam-se agora a medidas de apoio e de emergência para a recuperação.

Manuel Coelho Dias, Cyber Risk Specialist da Marsh Portugal, afirmou que: “A dependência da infraestrutura tecnológica aos vários níveis de uma organização, desde a gestão de recursos humanos, às cadeias de fornecimento, passando pelas plataformas comercias, faz dos cibereventos uma causa de disrupção gigantesca do negócio. O que tem sido observado nos sinistros um pouco por toda a Europa Continental, e muito embora o relatório não trate especificamente o caso português, essa é também a nossa realidade: grande disrupção e pouca preparação.”

Embora o risco seja amplamente difundido por toda a economia, houve três setores a registar uma maior incidência do número de sinistros. Segundo detalha a Marsh, o setor das instituições financeiras foi o mais impactado, com um quinto (21%) dos sinistros reportados em 2019, seguindo-se o fabrico (13%) e as empresas de comunicação, media e tecnologia (9%).

Jean Bayon de La Tour, Head of Cyber da Marsh Continental Europe, comentou o relatório: “À medida que o crime cibernético, em particular os ataques de ransomware, aumenta, quer em número quer em sofisticação, as empresas da Europa Continental estão cada vez mais expostas a maiores riscos de interrupção ao negócio e a custos de gestão de incidentes. Como resultado, mais empresas estão a subscrever o seguro de cyber para obterem a vantagem que esta proteção lhes oferece, particularmente à luz das consequências indiretas da pandemia de COVID-19, incluindo o aumento do trabalho remoto. Estas apólices podem ajudar a mitigar a severidade de um incidente, reduzir o impacto organizacional e aumentar a resiliência contra ameaças cibernéticas.”

Para Chris Watson, Global Head of Technology, Media and Communication da CMS (uma integrada e multijurisdicional sociedade de advogados): “A informação que as empresas fornecem aquando das notificações das violações podem ser utilizadas mais tarde para substanciar investigações e adotar decisões. De acordo com a CMS Enforcement Tracker, que acompanha as sanções publicamente anunciadas e efetuadas nos termos do disposto do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), cerca de 25% de todas as sanções são relacionadas com a falta de medidas de segurança adequadas”.

Ainda, para Manuel Coelho Dias: “O tempo médio de deteção dos eventos e a tipologia das coimas aplicadas no âmbito do RGPD, por exemplo, é revelador de uma abordagem ainda pouco madura a um pilar das organizações modernas, independentemente da sua dimensão: a segurança da informação.”

Por seu lado, Vincent Nguyen, Head of CERT-W na Wavestone (empresa especializada em consultoria de transformação empresarial), explicou: “Perceber o modus operandi dos criminosos cibernéticos pode ajudar as empresas a estarem melhor preparadas. A CERT-W, equipa de resposta a incidentes da Wavestone, já geriu numerosos incidentes de segurança e chegou à conclusão de que a maioria dos ataques tende a ser oportunista. Muitas vezes, as vítimas detetam o ataque já tardiamente – em média 164 dias após a intrusão – sendo as principais motivações os ganhos financeiros e o roubo de dados.”

Definições de Cookies

A EZATA pode utilizar cookies para memorizar os seus dados de início de sessão, recolher estatísticas para otimizar a funcionalidade do site e para realizar ações de marketing com base nos seus interesses.


Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.
Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.
Estes cookies são necessários para permitir a funcionalidade principal do site e são ativados automaticamente quando utiliza este site.

Cookies Necessários Permitem personalizar as ofertas comerciais que lhe são apresentadas, direcionando-as para os seus interesses. Podem ser cookies próprios ou de terceiros. Alertamos que, mesmo não aceitando estes cookies, irá receber ofertas comerciais, mas sem corresponderem às suas preferências.

Cookies Funcionais Oferecem uma experiência mais personalizada e completa, permitem guardar preferências, mostrar-lhe conteúdos relevantes para o seu gosto e enviar-lhe os alertas que tenha solicitado.

Cookies Publicitários Permitem-lhe estar em contacto com a sua rede social, partilhar conteúdos, enviar e divulgar comentários.