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As tendências nos ramos de seguros

Os ramos não vida têm vários desafios, sobretudo provocados pela disrupção tecnológica, envolvendo novos equipamentos e análise de dados não estruturados. Fonte: Jornal de Negócios

Gustavo Barreto, chief commercial officer do Grupo Ageas Portugal.Pedro Catarino

Em 2020, observou-se uma diminuição de 14,8% na produção total de seguro direto em Portugal, justificada pela quebra de 30,5% da produção do ramo vida. Os ramos não vida mantiveram a evolução crescente, à semelhança do ano anterior. Mas segundo Gustavo Barreto, chief commercial officer do Grupo Ageas Portugal, foi na saúde e nos seguros de habitação que houve maior procura, resultado do aumento de preocupação pelos mais diversos motivos, mas houve ainda boas contribuições dos ramos “incêndio e outros danos” e automóvel.

Para o ramo vida e no ramo de saúde / doença, existem oportunidades relevantes para os seguradores, relacionadas com envelhecimento da população portuguesa, mesmo tendo em conta a longa baixa de taxas de juro. Para Carlos Maia, partner da PwC, “a comercialização de produtos de poupança (nomeadamente, unit-linked e pensões) e de seguros de doença / saúde beneficia, também, do maior conforto percebido pela população relativamente aos atos médicos prestados em hospitais privados”.

Gustavo Barreto afirma que “ao nível da saúde, diria que os grandes desafios prendem-se com o incrementar das propostas de valor que devem assentar num conjunto de serviços alargados que as pessoas necessitam e valorizam e onde, uma vez mais, a tecnologia é um facilitador”.

LEIA TAMBÉMMais para ecossistemas e menos ótica de produto“O ramo vida, que esteve, e ainda continua, sob grande pressão em virtude da pandemia, apresenta uma tendência de estabilização e decerto veremos a sua recuperação dos próximos tempos”, referiu Alexandre Ramos, chief information officer (CIO) da Liberty na Europa Ocidental. Sublinhou ainda o desafio que representa a integração no produto da nova Lei do Direito ao Esquecimento.

Os ramos não vida têm vários desafios sobretudo provocados pela disrupção tecnológica, envolvendo novos equipamentos e a análise de dados não estruturados, o big data. Estas circunstâncias podem “potenciar um pricing mais apurado, à medida, e novas interações com os segurados, de caráter mais preventivo (por exemplo, no ramo de saúde), ao invés do contacto mais tradicional no momento do sinistro”, refere Carlos Maia.

A tecnologia e os clientes

A tecnologia pode gerar ganhos ao nível dos processos de subscrição, mas também de regularização de sinistros através de apps, fotos “on time”, teleconsultas, teleperitagens, etc., podendo implicar uma melhoria na rentabilidade operacional nos ramos automóvel, acidentes de trabalho e saúde / doença, admite o partner da PwC.

Para Alexandre Ramos os desafios no ramo de acidentes de trabalho passam pela adaptação às novas formas de trabalho, nomeadamente, o teletrabalho, tanto ao nível dos sinistros, como de precificação dos seguros, a promoção do equilíbrio técnico do ramo acidentes de trabalho, e o desenvolvimento de capacidades digitais, para podermos continuar a prestar um serviço de excelência aos nossos clientes e parceiros.

No ramo automóvel, os desafios estão sobretudo na resposta às novas necessidades dos clientes, “seja na forma como projetam a sua mobilidade futura, até à forma como se adaptam a novas realidades, como utilização versus aquisição e subsequentemente como adquirem seguros. Alexandre Ramos sublinha que “muitos dos riscos estão em mutação e, por isso, o nosso compromisso é de mantermos total vigilância, aprendizagem e inovação, para que continuemos a servir os nossos clientes, através dos nossos parceiros de negócio de excelência – os mediadores ou diretamente, se assim entender, o cliente”.

Há uma procura crescente por novos seguros em áreas ainda pouco exploradas, nomeadamente, cibercrime e automação automóvel e, paralelamente, torna-se difícil estabelecer o “pricing” para proteção de bens, em função da incerteza associada às alterações climáticas e aos inerentes desastres naturais. Existe alguma dificuldade em tarifar adequadamente estes riscos que decorre da ausência de histórico de eventos e da incapacidade em prever a magnitude e severidade dos eventos a segurar.

“Sabemos que os seguros não cobrem grande parte dos danos patrimoniais e pessoais decorrentes de fenómenos sísmicos / naturais extraordinários e de pandemias, como por exemplo a recente covid 19, pelo que a Associação Portuguesa de Seguradores tem chamado à atenção dos governantes para a necessidade de se criarem Fundos que possam financiar especificamente estes danos quando eles surgirem”, considera Carlos Maia.

Recibos verdes podem mudar para regime trimestral este mês

Trabalhadores independentes com contabilidade organizada podem optar por entregar anual ou trimestralmente a declaração de rendimentos. Preferência por regime trimestral tem de ser indicada este mês. Fonte: Idealista News

Os trabalhadores independentes com contabilidade organizada que quiserem entregar as suas declarações de rendimentos trimestralmente ao longo 2022 devem indicar essa preferência até ao fim do mês de novembro, através da Segurança Social Direta. Caso não o façam, o apuramento das contribuições sociais a pagar durante o próximo ano será feito com base nos valores declarados relativamente a 2021.AT simplifica abertura de atividade dos recibos verdes Ler Mais

Em vigor deste 2019, o regime trimestral aplica-se hoje automaticamente aos trabalhadores independentes sem contabilidade organizada, exceto os que estejam isentos da obrigação de contribuir para a Segurança Social. As declarações de rendimentos devem ser, assim, entregues até ao último dia dos meses de janeiroabriljulho e outubro relativamente aos rendimentos obtidos nos três meses imediatamente anteriores.

A ideia do Governo com este regime foi aproximar os rendimentos efetivamente recebidos do rendimento relevante para o apuramento das contribuições devidas à Segurança Social, uma vez que o cálculo com base na declaração anual de rendimento é “insensível” às variações do rendimento sentidas ao longo dos meses.

Ainda assim, os trabalhadores independentes com contabilidade organizada podem continuar a desfrutar desse regime anual. Aliás, se não indicarem a sua preferência à Segurança Social, o lucro tributável declarado no ano anterior é assumido como base para o apuramento das contribuições sociais (por exemplo, para as contribuições de 2022 contam os rendimentos de 2021).

Caso prefiram o regime trimestral, esses trabalhadores independentes têm de o indicar, através da Segurança Social, até 30 de novembro de cada ano, ficando “sujeitos à obrigação declarativa trimestral e contributiva a partir de janeiro” do ano seguinte (neste caso, 2022).

No primeiro ano em que puderam fazer essa escolha, a maioria dos trabalhadores independentes com contabilidade organizada escolheu ficar no regime anual, segundo explicou, na altura, a então secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim. “A opção pelo regime trimestral não foi muito grande por talvez estarem em causa sobretudo empresários em nome individual”, disse, na ocasião, a responsável.

Por outro lado, e de acordo com uma nota divulgada pela Segurança Social, em novembro, os trabalhadores independentes com contabilidade organizada que mantenham o regime anual “vão ser notificados da base de incidência contributiva que corresponde ao duodécimo do lucro tributável declarado para efeitos fiscais no ano de 2021, referente ao lucro de 2020, produzindo efeitos de janeiro a dezembro de 2022″. Ou seja, vão ser informados do rendimento que servirá de base ao cálculo das contribuições mensais no próximo ano, um dado importante para decidirem que regime (anual ou trimestral) escolher.

A Segurança Social explica ainda que, se o trabalhador independente não tiver lucro tributável apurado, ser-lhe-á aplicada uma base de incidência contributiva correspondente a 1,5 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (isto é, 658,2 euros).

É relevante explicar que mesmo os trabalhadores independentes que escolham o regime trimestral têm de entregar uma declaração anual de rendimentos à Segurança Social, através da qual é confirmada a inexistência de discrepâncias nos valores apresentados.

Produção seguradora até setembro ultrapassa níveis pré-pandemia

Face à posição que detinham na estrutura da distribuição de seguros em 2019, os bancos perderam algum peso refletindo ganho de quota pelos restantes canais no ramo Vida, que disparou 77,5%. Fonte: ECO Seguros

As vendas de seguros, medidas pela produção acumulada de seguro direto no final do terceiro trimestre (3ºT), alcançaram 9,48 mil milhões de euros, um volume que compara em mais 35,8% (em termos nominais) com o de igual período em 2020 e já supera em 4,1% o desempenho dos primeiros nove meses de 2019, antes do início da crise da pandemia de Covid-19.

Desde janeiro, a produção acumulada em seguros de Vida ascendeu a 5,33 mil milhões de euros, um disparo de 77,5%, revelam indicadores da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Esta expansão reflete aceleração de 119% nos produtos Capitalização e de 71% na venda de PPR, com produção acumulada a rondar 3,25 mil milhões e 1,29 mil milhões de euros, respetivamente.

Os seguros não-Vida totalizaram cerca de 4,17 milhões de euros, acrescentando 4,4% à produção de um ano antesComparando com os agregados em igual mês de 2019, Vida evidencia subida inferior a 1%, mas a atividade em não-Vida já cresce perto de 9%, refletindo evoluções positivas e peso relativo de Automóvel e Acidentes e Doença na carteira de seguros gerais.

Analisando a evolução na estrutura da distribuição, a participação dos bancos, embora se mantenha ainda acima da metade do bolodecresceu em termos gerais (passando de 55% em 2019, para 51% em setembro de 2021), com recuo mais evidente no mercado de seguros de Vida, em que o canal bancário passou de 83%, no último setembro antes da pandemia, para 79% no final de setembro de 2021.

No negócio de não-Vida, os bancos venderam 16% da produção seguradora, enquanto os restantes (mediação) entregou 84% do seguro direto, mantendo-se inalteradas as quotas de setembro de 2019.

Mais-valias IRS e IRC: coeficientes usados para cálculos mantêm-se inalterados

Governo atualizou os coeficientes de desvalorização da moeda a aplicar em 2021, segundo a portaria n.º 220/2021, já publicada em DRE. Fonte: Idealista News

Os coeficientes de desvalorização da moeda, para efeitos de correção monetária dos valores de aquisição de determinados bens e direitos, usados para apurar os valores dos impostos em sede de IRS e IRC, nomeadamente as mais-valias, vão manter-se inalterados em 2021, segundo a portaria n.º 220/2021, de 22 de outubro, publicada em Diário da República.  

Recorde-se que a correção monetária em causa permite calcular o valor do ganho ou perda – a mais ou menos-valia, respetivamente – obtidos com a venda, sendo este o valor determinante para o apuramento do imposto a pagar.

Este ano, os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao índice de preços no consumidor exceto habitação demonstram que houve uma variação negativa de 0,12 %.

Assim, segundo o Governo, e uma vez que se trata de uma variação negativa “com impacto muito reduzido na atualização dos coeficientes”, mantêm-se inalterados os coeficientes de desvalorização da moeda para o ano de 2021. A tabela dos coeficientes de desvalorização está disponível para consulta aqui.

Onde contratar um bom seguro de vida?

 Neste artigo vamos procurar responder à questão: onde contratar um bom seguro de vida? Fonte: Sapo LifeStyle

O que mais valorizamos?

Quando falamos de uma relação financeira temos de perceber se valorizamos um aconselhamento e acompanhamento profissional. Podemos destacar algumas vantagens:

  • Conhecer a oferta de mercado mais relevante para o nosso caso concreto, nomeadamente em termos de coberturas e de exclusões;
  • Esclarecer todas as dúvidas;
  • Ter acesso a companhas e descontos comerciais;
  • Obter apoio em todas as burocracias, em especial na resolução de sinistros.

Quando falamos na contratação de um seguro de vida, em especial o seguro associado ao crédito habitação, tendemos a valorizar apenas a contratação do próprio crédito. Neste sentido, sujeitamo-nos à contratação de seguros cuja relação preço / cobertura não é a mais conveniente. Adicionalmente, quando falamos de alterações ao contrato ou a apoio nas burocracias, somos remetidos para uma linha geral de contacto da companhia de seguros.

Porque não valorizamos mais a segurança financeira?

Esta é uma pergunta fundamental a que devemos dar resposta. Contratamos o seguro de vida crédito porque somos obrigados. Aliás, temos dúvidas de que muitas pessoas o contratariam se tivessem opção. Simplesmente consideramos o seguro de vida um fardo e algo que não faz sentido. Por que será?

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Podemos ter vários argumentos mas talvez o mais relevante, para além do argumento do costume (que não temos dinheiro), seja porque achamos que não precisamos do seguro. Porque os problemas só acontecem aos outros, certo? Errado, os problemas acontecem a todas as pessoas e quanto mais protegidos estivermos, melhor.

Contratar o seguro dentro ou fora do banco?

Neste tópico temos uma opinião muito clara. Tendemos a valorizar as companhias de seguros independentes. O mesmo será dizer valorizar as empresas que têm de se esforçar comercialmente para captar os seus clientes (por oposição das companhias que têm o negócio dos bancos garantido). Este esforço traduz-se em:

  • Preços muito mais competitivos do que os preços contratados junto do crédito;
  • Coberturas mais abrangentes.

Onde contratar o seguro de vida fora do banco?

Podemos contratar o seguro de vida recorrendo a um mediador de seguros – hoje em dia denominado de agente de seguros – ou diretamente a uma companhia independente. Existem diversas opções, umas com um foco muito grande no segmento vida (como a Real Vida, a April ou a Prévoir) e outras com uma oferta mais abrangente e onde poderá contratar o seguro de vida como o multirriscos (como a Una Seguros ou a Zurich). Caso a sua opção passe por recorrer a um agente de seguros, tem uma oferta muito ampla no mercado, no qual a Reorganiza se insere. Pode aceder a estas e outras companhias de seguros e ter um acompanhamento ao longo da vida.

Uma última dúvida

Já pensou no que vai fazer à poupança conquistada pela mudança de companhia de seguros? Por que não ponderar constituir um PPR (e ter acesso a benefícios fiscais) ou focar-se em acabar com as suas dívidas mais rapidamente? E já agora, porque não procurar ajustar outros hábitos para poupar ainda mais?

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